Pequeno Almoço Fora

Nada grita fim de semana como pequeno almoço fora, Nada exemplifica felicidade como sentar numa esplanada.
Nada mais puro que o café amargo banhado pelo sol morno de uma manhã de setembro
Refeições sem sossego
Mesas sem equilíbrio
Empregados sem maneiras
Bolos com açúcar
Cafés sem ele
Tudo isto e mais do que e
A todos nós nos traz memórias passadas
A todos nós traz imagens do passado
Fecho os olhos
Ainda com o sol na cara
E transporto me
Já não e Lisboa Alvalade
Estou em Carcavelos
Deixei 2018 por 1995
Deixei mesa vazia para estar com meus pais
Ela, cabelo grande e encaracolado – como era moda- envolta numa neblina dourada, trazida por um sol preguiçoso e um malboro, ele cachimbo ao canto do seu sorriso típico. Não sei se este pequeno almoço existiu, mas e possível, e isto deixa me feliz. E espero daqui a uns anos estar sentado no lugar onde -nesta fantasia- estava o meu pai, casado e a olhar de forma babada para um filho/a

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