Leiria
Por inúmeras ruas (cujo nome nem me preocupo decorar) passeio alegremente. Estou no meu refugio, é aqui que se encontra a minha paz. Posso não ter viajado muito, poderia até nunca ter viajado, mas sei que este é o meu exílio, o meu santuário. Por varias vezes aqui parei e por um igual numero de vezes me apaixonei, por ninguém mas por todos. Posso não conhecer ninguém, nem sequer ser ninguém, mas sinto-me bem. Aqui sinto-me autentico, quase como estivesse envolto por uma aura, algo que me separa de mim próprio e dos meus problemas. Quase como se de repente o mundo desaparece-se deixando-me para trás num lugar maravilhoso...único...estranho mas autentico. Leiria Não nasci aqui, muito menos aqui vivi, mas sempre que cá venho renasço, sinto que pertenço a este lugar. Escrevo estas linhas sobre o olhar atento de Francisco Lobo, um poeta local, senhor de grave olhar imortalizado sobre a forma de estátua e praça (que herdou o mesmo nome). Deixo-o guiar a minha caneta (na realidade ...

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